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Despedidas: como superar o fim

Encerrar ciclos nunca foi fácil para mim, canceriana sentimental que sou. Invejo quem tira isso de letra! Mas será que tem como se preparar para os desfechos da vida?

“A cada chamado da vida, o coração deve estar pronto para a despedida e para um novo começo”

(H. Hesse)

Eu preciso viver intensamente os sentimentos que a despedida trás consigo: tristeza, abandono, desilusão, seja o que for, tudo muito bem vivido, chorado – e levado para minha dança! Parece que, desta forma, esgotando os sentimentos por inteiro, eu consigo ir para o próximo estágio: aceitação e a espera do que vem por aí.

A superação da dor nos torna resilientes, e a próxima dor fica um pouquinho mais fácil de ser integrada. Recuperar sua estabilidade emocional em meio à dor, dar a volta por cima após uma queda – tenha a certeza que vai aprender muito mais sobre você mesmo. Afinal, para se reerguer é preciso silenciar, voltar para si – para conseguir ouvir onde dói.

“Não apresse o rio, ele corre sozinho” (B. Stevens)

Eu gosto demais dessa frase. Ela me faz lembrar de respeitar o tempo natural das superações – e controlar minha ansiedade, a vontade de que elas aconteçam em um tempo mais curto.

O fato é que sempre fica uma cicatriz: aquele lugar que não é legal ir, aquele livro que é melhor não abrir, aquela foto que é melhor rasgar: fantasminhas das memórias. Podemos nos permitir um pouco dessas coisas, faz parte da nossa história e essência.

Seja gentil com a sua dor. Com a dor do outro. Com você.


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